Observabilidade com Acessibilidade
Já havia comentado em um artigo que dashboard que não responde um problema é apenas arte. Pesou?
Sua criação estratégica também precisa de um storytelling de dados, que apesar de não ser um mandamento direto e todos conseguirem criar um, nem todos conseguem interpretar da mesma forma. Quando isso se soma a uma questão de acessibilidade visual, as coisas pioram muito. É importante que você saiba contar uma história com cores, pois na correria do dia a constatação de que o ser humano é visual prevalesce. Não entendeu?
A neurociência é um estudo científico multidisciplinar do sistema nervoso (cérebro, medula espinhal e nervos periféricos), abrangendo sua estrutura, função, desenvolvimento e patologias e constata que o cérebro humano é predominantemente visual, tem uma taxa média de retenção de até 65% em 3 dias. Nosso cérebro não pensa em textos, pensa em imagens e padrões pois elas criam atalhos cognitivos, eduzem esforço mental e aceleram a recuperação da informação.
O FinOps da coisa é que quando trabalhamos isso em um dia cheio de telas e informações o tempo inteiro conseguimos ter uma economia de esforço cerebral. E se quiser ativar seu modo HA (Alta disponibilidade) combine imagem e palavra, assim criamos dois caminhos de memória: verbal e visual. Se um falhar, o outro recupera a informação!
Storytelling de dados: Componentes
Para contar uma história aqui também não é diferente, preciso ter:
- Personagem: campos de dados analisados
- Enredo: o insight que surge da narrativa
- Narrativa: estilo usado para comunicar o insight
Deve-se ter um controle para transmitir o ponto de vista de forma conclusiva.
Dicas mais comuns:
- Reduza a saturação das cores para não tirar o foco do público diante da informação ou gerar confusão.
- Cores muito brilhantes podem competir e causar distração, use pelo menos 75~90%
- Redução de brilho acaba reduzindo também a carga cognitiva que seu público precisa lidar. Você pode destacar uma informação e manter as outras em escala de cinza, por exemplo.
- Tenha cuidado com associação de cores
Exemplos de visualizações:
- Mudanças ao longo do tempo;
- Determinando frequência;
- Determinando relacionamentos;
imagem do espectro de cores e emoções
Combinações
A combinação de vermelho e verde tão famosa e usada por nós é um exemplo a ser levado a diante, cores distintas para trazer sensações de alívio ou preocupação.
Cinza normalmente dá sensação de uniformidade e calma podendo ser usada como complementar para outras informações e focar ainda mais no que não é cinza.
Consistência de cores
Para repetir a ideia com mais de um gráfico ajudando o público a distinguir,se ocorrer mudança significará alteração de ideia.
A importância de escolher a de escolher a cor certa, se deve a estudos comprovarem que mais de 50% dsa pessoas que optam sair de um site nunca mais retornam devido as escolhas de cores de design.
Conheça seu público
Cores podem significar cores diferentes em culturas distintas, considere associações de cores por setor, cores da marca. Se ela for laranja e verde..faça o jogo de cores.
Existem 3 razões para as cores da sua marca não funcionarem também na visualização.
- contraste
- quantidade de cores dispersas
- adequações dos dados
Paleta de cores
- Faça harmonia análoga: Cores vizinhas se complementam e ninguém sobressai (Trace a linha no circulo cromático)

- Use complementares com conotação positiva/negativa (evite a cor da marca como negativo)
- Use quase complementares para destacar, por exemplo, duas séries onde uma é o foco principal. Chamam também de regra 33%
- Evite fundos coloridos demais;
- Conheça seus dispositivos para dar contexto de utilização
- Utilize gradientes (!!!!) para quando tiver dificuldade para comparar e contrastar dados. Evite para dados categóricos pois pode causar confusão.
Acessibilidade e Daltonismo
Daltonismo é a deficiência de visão cromática de uma forma mais bruta.
Aproximadamente 1 em cada 12 homens e 1 em cada 200 mulheres apresentam alguma forma de deficiência de visão cromática. A maioria das pessoas ainda percebem as cores, mas são transmitidas com codificação diferente.
Como identificar a real?
Apps que podem te auxiliar
- Ferramenta Coblis Color Blindness Simulator
- Color Oracle
ATENÇÃO
Combinações a evitar
- vermelho, verde e marrom: podem ser indistinguíveis (tons de marrom e amarelo escuro também)
- Rosa, turquesa e cinza: todos parecem cinza para quem tem daltonismo com vermelho
- Roxo e azul: pode parecer só azul.
Melhores práticas
- Azul e Laranja são um ótimo ponto de partida.
- Preto e branco é uma combinação que não tem erro. Faça um versão em preto e branco para ver se a visualização e distinção faz sentido como prova dos 9.
- Luminosidade da cor ajuda.
- Combine elementos como linhas, formas, simbolos.
Armadilhas comuns do uso de cores no storytelling
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Adcionar informações irrelevantes ou em excesso (Regra dos 3 a 5 categorias de cores)
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Usar cores não monotônicas para valores de dados A diferença de cores deve refletir a diferença de valores nos dados
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Criar codficações de dados que não levam em consideração pessoas com deficiência cromática.
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Não criar associação com cores Crie um padrão ou legenda para seu seu público leia o seu trabalho
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Não usar cores contrastantes para contrastar informações cores e número tem semelhança.
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Não destacar informações importantes Seu trabalho não é ser imparcial
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Usar muitas cores: O cérebro sofre para processar tanta informação. Pesquisas apontam que 7 é o número máximo de itens que o cérebro pode armazenar por vez. Razão pelo qual a maioria dos números de telefone tem 7 digitos hahaha nada é por acaso.
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Não usar mapa de calor
Sim, como boa pesquisadora de neurociências eu vou ter boas referências. hahaha
Teoria do Duplo Código (base do visual + verbal)
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PAIVIO, Allan. Imagery and verbal processes. New York: Holt, Rinehart and Winston, 1971.
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PAIVIO, Allan. Mental representations: a dual coding approach. New York: Oxford University Press, 1986.
Superioridade da Imagem (Picture Superiority Effect)
- STANDING, Lionel. Learning 10,000 pictures. Quarterly Journal of Experimental Psychology, London, v. 25, n. 2, p. 207–222, 1973. DOI: 10.1080/14640747308400340.
Aprendizagem multimídia e retenção visual
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MAYER, Richard E. Multimedia learning. 2. ed. New York: Cambridge University Press, 2009.
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MAYER, Richard E. Applying the science of learning to medical education. Medical Education, v. 44, n. 6, p. 543–549, 2010.
Neurociência, memória e processamento visual
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MEDINA, John. Brain rules: 12 principles for surviving and thriving at work, home, and school. Seattle: Pear Press, 2008.
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KOSSLYN, Stephen M.; GANIS, Giorgio; THOMPSON, William L. Neural foundations of imagery. Nature Reviews Neuroscience, London, v. 2, n. 9, p. 635–642, 2001.
Processamento visual e eficiência cognitiva
- WARE, Colin. Information visualization: perception for design. 3. ed. Waltham: Morgan Kaufmann, 2013. LIDWELL, William; HOLDEN, Kritina; BUTLER, Jill. Universal principles of design. Beverly: Rockport Publishers, 2010.
A cor dos dados
- STRACHNYI, Kate. Color-wise: a data storyteller’s guide to the intentional use of color. Hoboken: Wiley, 2020.